[FP] Therese Bellefleur | D07

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[FP] Therese Bellefleur | D07

Mensagem por Therese Bellefleur em Sab Jul 05, 2014 5:52 pm



Therese Bellefleur
15 ▪ DISTRITO 07▪ Lenhadora ▪ Georgie Henley ▪ Electra Heart

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS


Therese tem os olhos verdes que acompanham sua família desde antes de Panem existir. Olhos de um brilho inegualável, grandes e com cilios negros e curvados fartos. Ela tem sardas por toda a área do rosto, delicadas, que surgem assim que expostas ao constante sol das florestas arbivóras do sétimo distrito. Tem cabelos longos num tom de castanho avermelhado, que cascateam em ondas até o meio das costas. Ela tem estrutura baixa e é definida como magricela, como boa parte da população de Panem, que tem alimentos escassos e precisa trabalhar até a exaustão fisíca para conseguir alimento. Ela tem uma cicatriz grosseira no quadril esquerdo, causada pela lâmina do próprio machado.

PERSONALIDADE


Therese tem o peso de ter de conseguir o sustento de duas crianças - e ela própria - o que a torna extremamente responsável e racional. Ela considera todas as opções possíveis e cada uma de suas consequências antes de ousar faze-la. Não é muito comunicativa ou amigável; consequência de tudo que foi lhe causado na última vez que ousou confiar em alguém. Ela é esperta e centrada, qualidades que teve que desenvolver para garantir sua sobrevivência

MEDOS


▪ Ela tem uma medo quase irracional de abandonar os irmãos; ou seja, tem medo de qualquer coisa que possa tira-la deles. (Um exemplo: ter de participar das Arenas que surgiram após os Dias Sangrentos)


SONHOS


▪ Ela sonha em passar despercebida pelos olhos da Capital durante a duração dos Dias Sangrentos. Sonha em mudar-se para o mais longe possível de Panem, mas acha que é completamente impossível.


HISTÓRIA


Therese lembra com pesar da epóca em que podia dizer que era plenamente feliz. Era antes dos Dias Negros, quando a revolução era apenas um burburrinho correndo pelo distrito. Era tão pequena que tropeçava nos próprios pé enquanto corria pelas árvores. Gostava de pular nos lagos e rolar no tapete felpudo da sala. Então tudo acabou.

A guerra havia começado. Tinha cerca de quatro anos, e estava cautelosamente escondida com os pais nos fundos de um galpão madeireiro. Eles sussuravam-lhe as mais puras palavras de consolo, mas tudo que ela queria era gritar, pedir que aquela guerra parasse.

Mas se manteve em silêncio, encolhida num canto, abraçando as próprias pernas. Ela era uma criança mas não devia ser. Tinha que ser forte.

Essa era uma de suas primeiras memórias. A cada colheita, elas passavam pela sua mente enlouquecidamente, como se para dizer que ela tinha que ser forte e que tudo iria acabar bem; afinal, se ela e os pais haviam sobrevivido uma vez podiam sobreviver outras.

Mas a guerra atacou de novo.

Lembra-se de segurar um machado, objeto de trabalho de seu pai, com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Fogo lambia as paredes de sua casa, que queimava de dentro para fora. Ela estava no segundo andar, com Ebba, sua irmã de meros sete anos de idade, agarrada a sua cintura e Charles, seu irmão de dez anos assustadoramente silêncio agarrado a sua perna. Ela ouvia o som das armas dos pacificadores no andar debaixo, gritos de sua mãe, para na batente da porta, ordenando que eles pulassem a janela, mas Therese não queria ir. Tinha medo. Tinha vontade de ficar e lutar. Mas os soluços de Ebba pareciam revelar-lhe o futuro que teria se ficasse. Ou viraria um montinho de cinzas ou uma ossada jogada em qualquer lugar após ser cruelmente abatida por um pacificador. Quanto uma única bala crava-se na nuca da sua mãe ela enfia o machado no cós da calça e pega os dois irmão no braço, pulando da janela aberta, o vento frio atingido-lhe como um dardo. Estava tudo perdido. Ela tinha quinze anos e duas crianças para criar. Por que?, pensou, por que conosco?

Correu com as duas crianças nos braços, tropeçando nos próprios pés sob a luz fria da lua. Ela tinha consciência de sangue escorrendo pelo lado esquerdo de seu corpo e a ponta do machado cravada dolorosamente no seu quadril, mas precisou correr. A noite era silenciosa, as pessoas assutadas demais para ousar quebrar o toque de recolher Eu devo estar sonhando. Ou até mesmo morta, e essa é a sobrevida que tenho que aturar, se já não bastasse ter de viver sob a ditadura de Panem, concluiu , entrando no mesmo galpão madeireiro que havia protegido-a há tanto tempo. Teve forças o suficiente para arrastar-se até o meio das toras e caiu, a visão escurecendo bruscamente.

Acordou no próximo dia surpresa. Como posso estar viva, sussurrou para si mesma, depois de tudo aquilo?. Os seus olhos ainda acostumavam-se com a luz da manhã quando seus olhos encontram olhos azul-vidro. Era uma senhora de cerca de sessenta anos de idade, com a pele enrugada castigada pelo sol. Sua boca estava em uma linha fina de preocupação e ela segurava uma mala preta lustrosa, destoando das roupas surradas feitas à mão. "Como se sente?" ela disse, e foi como se Therese nunca tivesse ouvido pergunta mais difícil. Sua cabeça doía, seus olhos estavam inchados pelas lágrimas que derrubou pelo sono e as juntas doíam como se ela tivesse oitenta anos, não quinze. Repentinamente um frio percorre sua espinha e as palavras saem fracas pela sua boca: "Onde etão meus irmãos?"

A velha sorri dolorosamente, e como se esperando por uma deixa, Ebba e Charles surgem por de trás de uma tora, assustados porem sorridentes. "Você é como sua mãe. Sempre respondendo uma pergunta com outra pergunta." Therese não tem tempo de responder; é atolada por verdades que não desejava ouvir. "Seus pais eram rebeldes. O novo governo da Capital é ainda mais intolerante com rebeldes. Eu sinto tanto, Therese... Era para uma mãe proteger sua filha não? A sua mãe conseguiu isso com você, mas eu não consegui isso com ela. Meu nome é Ammelie.".
EM CONTRUÇÃO!






HABILIDADES


1. Medicina
2. Plantas
3. Fogo


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Therese Bellefleur
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